PROGERIA | “O curioso caso de Benjamin Button” na vida real

Quem já assistiu o filme “O curioso caso de Bejamin Button” ? Lembra-se que a trama inicia-se com um bebê que nasce com um face de um idoso, órgãos frascos e calvo? E durante seu desenvolvimento, ele rejuvenesce até realmente virar um bebê. O filme é brilhante, e há excelentes atuações. Mas será que seria possível isso ocorrer na vida real?

Existe uma Síndrome chamada de HUTCHINSON-GILFORD (SHG), popularmente chamada de PROGERIA, e trata-se de um envelhecimento prematuro. Uma em 4 a 8 milhões de crianças são afetadas por essa patologia. É como se estivéssemos vendo aquela cena inicial do filme.

COMO FUNCIONA?

Uma criança com progeria envelhece a uma taxa de 5 a 10 vezes maior do que a taxa normal. Elas até parecem normais ao nascimento, porém sua aparência logo começa a mudar: pele envelhecida, calvície, nariz afilado, nanismo e face e mandíbulas pequenas.

A expectativa de vida desse paciente é de 13 a 14 anos. A morte ocorre devido acidentes vasculares encefálicos ou enfarte.

Pesquisas apontam que não é recomendável realizar a higiene da vagina (Por Sissi Bertolini)

O que você sabe sobre higiene íntima feminina? Você sabia, por exemplo, que não é recomendável realizar a higiene da vagina?

Imagino que você tenha ficado um pouco confusa! Este texto tem como objetivo ressaltar algumas dúvidas sobre a prática da higiene genital o qual é realizada por todas as mulheres e muitas vezes de modo errado.



Para que o assunto possa ser compreendido com melhor exatidão, devemos saber algumas das estruturas que compõem a genitália feminina. A partir disso, podemos entender que a prática da higiene genital deve ser feita no compartimento externo e intermediário (como mostra a figura) evitando a introdução de substancia no compartimento genital interno (vagina e colo uterino). Portanto, não confundir vulva (parte externa da genitália feminina) com vagina (região interna).

NOTA: De acordo com a nova nomenclatura anatômica o nome vulva foi trocado por PUDENDO FEMININO.

Ao contrário do que muitas mulheres pensam, a ducha vaginal, que consiste na higiene interna podendo ter a introdução de substancias, pode trazer malefícios visto que o ato de duchar confere o risco aumentado da perturbação da flora vaginal. O trato genital feminino possui vários mecanismos de defesa contra agentes infecciosos que pode ser quebrado com a pratica da ducha vaginal, facilitando a proliferação de microorganismos, podendo dar origem ao aparecimento de infecções bacteriana e fúngicas (Candidiase).

Foi observado segundo alguns estudos, que há uma associação entre a prática da ducha com vaginose bacteriana, infecção vaginal mais comum de mulheres de idade reprodutiva. No entanto ainda há dúvidas se o fato de se duchar é que leva a vaginose bacteriana ou se o fato de ter vaginose bacteriana é que leva ao ato de duchar (causa/conseqüência).

Após analise de alguns depoimentos de mulheres que fazem a prática, pode ser observado que muitas destas afirmam que o fato de interromper a prática levou a existência de corrimentos, isso enfatiza o que foi dito anteriormente, na verdade pode ser considerado que não foi o ato de parar que levou a existir tal fator, mas provavelmente que a prática, tenha levado ao aparecimento desse corrimento.

Além disso, o ato de se duchar pode levar a fatores de risco como: parto pré – termo ( antes do tempo ideal), câncer cervical, doenças inflamatórias pélvicas, gravidez ectópica, RN com baixo peso, entre outros.

Afinal, como deve ser feito a higienização de forma correta?


Quando nos referimos na higiene feita no banho, esta deve ser feita apenas no compartimento externo e intermédio, como dito anteriormente. Devendo ser feito com água corrente e com produtos de higiene, os quais estes devem, de preferência, possuírem formulação liquida, visto que o sabonetes em barra, mais utilizados devido ao fácil acesso, tradição e baixo custo, são alcalinos ou neutros com o pH ao redor de 7, diferente do pH da vagina que circunda entre 4- 4,5. Além disso o sabonete em barra pode ser compartilhado por outras pessoas, o qual aumenta o risco de contaminação.

A freqüência diária recomendada de higienização é de uma a três vezes em período de clima quente e pelo menos uma vez ao dia no clima frio. Após a lavagem, a secagem deve ser feita com toalhas de algodão e secas, evitando a proliferação de microorganismos.

Alguns outros cuidados também são importantes:

1) Durante o período menstrual, o uso de absorventes externos com película plástica deve ser evitado já que pode provocar irritações.

2)O uso prolongado de tampões também não é recomendável, visto que podem levar a Síndrome Tóxica do Choque, infecção causada pela bactéria Staphylococcus (estafilococos).

3)Desse modo, deve-se evitar dormir com eles.

4) Os absorventes externos devem ser trocados, preferencialmente de 4 em 4 horas.

5)Evite roupas íntimas apertadas e sintéticas, dando preferência para as de algodão, devendo ser trocadas ao menos uma vez ao dia.

6) Dormir se possivelmente, sem calcinha para aumentar a ventilação dos genitais.

A higiene intima é um ato de cuidado e respeito com o próprio corpo. Lembre-se disso e cuide da sua saúde intima, tomando os devidos cuidados.

Por Sissi Bertolini

* Sissi Zilli Bertolini é piracicabana, estudante do quarto período da Escola de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi – São Paulo.

Medicina em Harvard (por Antonio Bianco)

Harvard Medical School

Quando cheguei aqui, há cerca de 10 anos, já havia lecionado e coordenado cursos nas Faculdades de Medicina da Santa Casa de São Paulo e da USP durante pelo menos 15 anos. Mesmo assim, a experiência didática na Faculdade de Medicina Harvard surpreendeu.Primeiro, porque ninguém é obrigado a dar aulas. Com cerca de 11 mil docentes para aproximadamente 500 alunos, a grande maioria dos docentes nunca dá aula, mesmo se quiser. Os docentes que procuram dar aula são geralmente aqueles que estão em processo de promoção, uma vez que tem se valorizado bastante a experiência didática nesse processo.

Para os docentes afiliados aos hospitais – como é o meu caso – existe uma motivação adicional: a monetária. Nós recebemos cerca de US$50/hora além do salário base normal. Não obstante, a decisão sobre a composição do corpo docente cabe aos coordenadores dos cursos, os quais, de uma forma geral, buscam os líderes em cada uma das áreas. Assim, dificilmente um docente ministra mais de uma ou duas aulas no mesmo curso.

O formato dos cursos varia muito, mas, de uma forma geral, as atividades começam às 8h da manhã com uma ou duas aulas magistrais para toda a turma. Essas aulas são como conferências em congressos, com gravação de áudio e vídeo, pois os alunos podem a qualquer momento visitar o site do curso na intranet da faculdade e assistir à aula novamente no computador. Freqüentemente os alunos batem palmas efusivamente no final das aulas. Em seguida, após um breve intervalo, os alunos se dividem em grupos de 12 para conversar e discutir durante uma hora e meia sobre a(s) aula(s) daquele dia, sempre em salas pequenas e sob a monitoração de um docente. A composição desses grupos é balanceada de acordo com sexo, raça e origem dos alunos. A orientação da faculdade é que os monitores falem o menos possível; devem fazer perguntas de tempos em tempos no sentido apenas de orientar a discussão e evitar o caos ou perda de tempo.

O tempo é curto e insuficiente para cobrir toda a matéria. O curso de fisiologia humana (excluindo-se neurofisiologia), por exemplo, é dado em apenas seis semanas. Em função disso, os alunos têm o direito de levar a discussão para qualquer direção, mesmo que não seja a direção ideal, sem que o monitor possa interceder. Todos se sentam ao redor de uma mesa em salas equipadas com um computador, teclado e mouse sem fio, e um monitor grande de plasma pendurado na parede. Uma vez que os professores não podem esclarecer dúvidas, o Google é a ferramenta mais importante nesses seminários. Qualquer dúvida, sobre qualquer assunto, busca-se no Google. De vez em quando esses seminários são visitados por especialistas em educação médica que ficam sentados na sala sem falar nada, só observando e tomando notas; eu os chamo carinhosamente de “psicanalistas”. Uma vez, ao final de um seminário, um “psicanalista” me deu os parabéns, pois ele anotou que eu havia falado apenas cinco vezes durante todo o seminário! Para quem me conhece, sabe que isso é um feito. A maior parte das tardes é livre, para que os alunos estudem ou tenham atividades em laboratórios, ambulatórios ou enfermarias.

A avaliação dos alunos é coisa do outro mundo. Seis critérios são levados em consideração: presença, pontualidade, apresentação, relacionamento com os colegas, iniciativa para falar e liderar; e, finalmente, conhecimento específico sobre a matéria ministrada. Todos esses critérios têm o mesmo peso no cálculo da nota final. Assim sendo, ninguém falta à aula (mesmo porque os alunos estão pagando cerca de US$50 mil por ano), os rapazes freqüentemente usam gravata e as discussões são muito produtivas e cordiais. Nos cursos mais longos existe uma prova no meio do curso e uma prova final; trabalhos escritos ou apresentações orais também são freqüentemente utilizados. Nunca vi ninguém tirar nota baixa ou repetir o curso. Isso porque os alunos são muito esforçados e, acima de tudo, é obrigação do professor identificar precocemente alunos que não estejam indo bem. Esses alunos então recebem aulas de reforço (à tarde) e apoio pedagógico para que possam alcançar o desempenho do resto da turma. No final do curso, utilizando-se da intranet da Faculdade, os professores escrevem uma carta para cada aluno dizendo quais seus pontos fortes e quais os pontos que devem melhorar. Essa carta fica incorporada ao histórico escolar dos alunos. Ao mesmo tempo, os alunos individualmente fazem uma avaliação dos professores, a qual é enviada aos coordenadores dos cursos e aos professores.

O que fica claro é que a filosofia da faculdade é formar alunos com um conhecimento geral – até certo ponto superficial – de medicina, mas que se comportem como ótimos oradores e tenham o potencial para se tornarem futuros líderes nas suas respectivas áreas de especialização. Aliás, essa filosofia é marca registrada do Harvard College e naturalmente estende-se também as outras escolas de Harvard, fazendo com que, por sua postura e comportamento, ex-alunos de Harvard sejam facilmente identificados em círculos acadêmicos e profissionais. O interessante é que essa orientação contrasta com a filosofia de outras boas escolas americanas, e também de escolas médicas brasileiras, as quais ensinam aos alunos que o caminho do sucesso acadêmico é o conhecimento profundo dos fenômenos biológicos e médicos. Apesar disso, o meio acadêmico de Boston é bastante heterogêneo e aberto o suficiente para permitir que inúmeros médicos formados em outras faculdades, inclusive brasileiras, aqui obtenham grande sucesso profissional, e eventualmente sejam respeitados pelos “líderes” locais.

Por Antonio Bianco


* Antonio Bianco é paulistano, médico pela Santa Casa de São Paulo e doutor em fisiologia humana pela Universidade de São Paulo (USP), onde foi professor por 15 anos. Seu laboratório fica na seção de tireóide do Brigham and Women’s Hospital em Boston, da qual é chefe e professor associado de medicina na Universidade Harvard.

Fonte: Agência FAPESP

Entenda melhor: Pré-Eclâmpsia

O que é pré-eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia é um problema grave, marcado pela elevação da pressão arterial, que pode acontecer a qualquer momento da segunda metade da gravidez, ou seja, a partir de 20 semanas. Os especialistas acreditam que ele seja causado por deficiências na placenta, o órgão que nutre o bebê dentro do útero. A pré-eclâmpsia afeta uma em cada 14 gestações. Se você tiver pré-eclâmpsia, terá de medir sua pressão com frequência e fazer exames de urina, para verificar a presença de proteína. Outros exames podem ser realizados para avaliar outros órgãos, como o funcionamento do fígado.

Se sua pressão subir muito, é possível que você seja internada e receba remédios para controlar a pressão (que não prejudicarão o bebê). O bebê também será monitorado, e a qualquer sinal de que ele não está crescendo como deveria ou que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda se o seu estado piorar, o médico vai sugerir a realização do parto, mesmo que antes da hora, por cesariana ou indução do parto normal. A única “cura” para a pré-eclâmpsia é o nascimento do bebê.

Quais são os sintomas da pré-eclâmpsia?

Dor de cabeça persistente, dor do lado direito (sob as costelas), visão embaçada, inchaço repentino dos pés e das mãos e vômitos são sintomas de pré-eclâmpsia. Você deve tentar medir a pressão e procurar ajuda médica imediatamente se tiver algum desses sintomas.

O que vai acontecer depois que o bebê nascer?

Depois do parto, a pressão arterial normalmente volta ao normal, mas pode ser que leve semanas para isso acontecer, e o inchaço nas mãos e nos pés também pode permanecer por algum tempo. Nas primeiras 48 horas depois do parto sua pressão será monitorada de perto, e será preciso dar atenção à questão da pressão por algum tempo depois que você for para casa.

Quais são os riscos?

A pré-eclâmpsia pode ser leve ou grave, e pode afetar vários sistemas do corpo. Como ela reduz o fluxo de sangue para a placenta, é perigosa para o bebê, restringindo o crescimento dele. Além disso, se a pré-eclâmpsia evoluir para a eclâmpsia, sua pressão arterial subirá demais, colocando tanto você quanto seu bebê em grande risco. A eclâmpsia pode causar convulsões, que podem levar ao coma e até ser fatais. Quando acontece, a eclâmpsia ocorre no finalzinho da gravidez ou logo depois do parto.

Há pessoas mais propensas à pré-eclâmpsia?

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia não seja conhecida, já foram definidos fatores de risco. A probabilidade é maior na primeira gravidez ou quando há um espaço de pelo menos dez anos entre duas gestações. Também elevam o risco:

• Idade acima de 40 anos

• Obesidade antes da gravidez, com um IMC de 35 ou mais

• Problema crônico de saúde que afete o sistema circulatório, como hipertensão, lúpus, problemas renais ou diabete

• Gravidez de gêmeos ou mais

• Histórico familiar de pré-eclâmpsia (a mãe ou a irmã tiveram)

• Diagnóstico anterior de pré-eclâmpsia — uma em cada cinco mulheres apresenta o problema de novo

• Se o parceiro for diferente entre uma gravidez e outra, a mulher volta a ter risco como se fosse uma primeira gestação, mesmo que não tenha apresentado pré-eclâmpsia.

Fonte: Conselho Médico do BabyCenter Brasil

Não escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia pode aumentar em 70% o risco para doenças cardiovasculares, segundo artigo do BMJ

Artigo publicado no British Medical Journal, baseado em dados da pesquisa Scottish Health Survey, mostra que esquecer de escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia pode aumentar em 70% o risco para doenças cardiovasculares.

A pesquisa escocesa, envolvendo 11.869 adultos com idade média de 50 anos, avaliou os hábitos de higiene e as doenças cardíacas nesta população. O coordenador do estudo, Cesar de Oliveira (pesquisador em epidemiologia e saúde pública da University College London), e colaboradores seguiram os pacientes por cerca de oito anos.

Aqueles que não escovavam os dentes pelo menos duas vezes ao dia tendiam a ser homens mais velhos, fumantes e que tinham outros problemas de saúde como diabetes, hipertensão arterial ou obesidade. Após controle destas variáveis e ajustes no grupo socioeconômico, foi observado que a higiene bucal deficiente está associada ao risco para doenças cardiovasculares.

Outras pesquisas mostraram resultados semelhantes, mas com um percentual mais modesto de aumento do risco.

Os pesquisadores acreditam que a inflamação seja um mecanismo envolvido na causa do problema. A resposta do organismo à inflamação crônica é um fator de risco para doença cardíaca. A doença periodontal é uma das infecções crônicas mais comuns e está associada a uma resposta inflamatória sistêmica moderada.

Em outra parte do estudo, os pesquisadores avaliaram amostras sanguíneas de 4.830 participantes para dois marcadores inflamatório (proteína C reativa) e de coagulação (fibrinogênio). Observou-se forte associação entre a higiene oral deficiente e os altos níveis destes marcadores, sugerindo que a inflamação é uma possível causa para a associação entre saúde bucal e cardíaca.

Fonte: BMJ e NewsMED

Técnica com células-tronco para cirurgia plástica

Para compensar a perda de volume, a medicina tem truques: preenchimento de gordura, que em grande parte dos casos é absorvida, ou de ácido hialurônico, que dura em torno de seis meses. Como tornar então o rosto mais jovem por mais tempo? Com células-tronco contidas na gordura, em uma concentração cinco vezes maior que na medula óssea.

Médicos pesquisadores brasileiros conseguiram desenvolver um método de separar, em apenas 20 minutos, usando uma centrífuga própria, células-tronco contidas em 50 mililitros de gordura. O trabalho foi publicado em uma das mais respeitadas revistas científicas internacionais da cirurgia plástica e confirmado em laboratório.

Agora os cirurgiões plásticos vão começar os testes em pacientes. Já a partir do segundo semestre, 20 mulheres com idades entre 45 e 55 anos e com queixas de envelhecimento facial, terão células-tronco próprias misturadas a gordura e injetadas debaixo da pele do rosto. A expectativa dos médicos é de um resultado duradouro, natural e sem rejeição.

“A perspectiva é muito boa porque não só essa célula-tronco pode se diferenciar em mais gordura para aquele local como ela pode se diferenciar em vasos sanguíneos que vão nutrir aquele enxerto de gordura e vão garantir que aquele enxerto fique naquele local e não seja absorvido”, explica a coordenadora do estudo no Instituto Ivo Pitanguy Natale Gontijo Amorim.

A médica vai mais longe. Acredita que em um prazo de cinco anos as células-tronco da gordura serão usadas, além da estética, em cirurgias reparadoras, na reconstituição de músculos, ossos, pele.

Ela lembra o caso da francesa que teve o primeiro transplante parcial de face do mundo, em 2005.

“Você poderia simplesmente produzir um novo músculo a partir da célula-tronco dela, para o rosto dela, nova pele, ossos, e poderia restituir o próprio tecido dela. Sem perigo de rejeição, sem tomar corticóide, sem problemas a longo prazo. É uma revolução na cirurgia plástica e acredito que é uma revolução na medicina”, conclui a coordenadora do estudo no Instituto Ivo Pitanguy Natale Gontijo Amorim.

A pesquisadora esclarece que a nova técnica usa células-tronco adultas e da própria pessoa. Por isso não está sujeita às discussões éticas e religiosas sobre o uso de células de embriões.

Fonte: Bom Dia Brasil

ERROS MÉDICOS: o paciente pode ajudar a evitar!

Artigo  do Instituto de Medicina estima que entre 44 mil a 98 mil pessoas morrem em hospitais dos Estados Unidos, por ano, em conseqüência de erros médicos. Isto significa que mais pessoas morrem em decorrência de erros médicos do que por acidentes de trânsito, câncer de mama ou AIDS. Saiba como você pode colaborar para evitá-los.

Segundo definição de Júlio Cezar Meirelles Gomes e Genival Veloso França, em sua obra “Erro Médico”, “Erro Médico é a conduta profissional inadequada que supõe uma inobservância técnica, capaz de produzir um dano à vida ou à saúde de outrem, caracterizada por imperícia, imprudência ou negligência”. Pode ocorrer em hospitais, clínicas, centros cirúrgicos, consultórios médicos, farmácias ou residências de pacientes e involvem medicamentos, cirurgias, diagnósticos, equipamentos ou exames laboratoriais. Muitos são resultado do complexo sistema de saúde atual, mas eles também acontecem quando há um problema de comunicação entre médicos e pacientes.

O governo americano, trabalhando em conjunto com provedores de cuidados em saúde, liberou uma publicação da Agência de Pesquisa e Qualidade em Serviços de Saúde (Agency for Healthcare Research and Quality – AHRQ) que fala como evitar os erros médicos.

O que pode ser feito? Envolva-se com a sua saúde.

1. O caminho mais importante para ajudar a prevenir erros médicos é ser um membro ativo da equipe que cuida da sua saúde. Pesquisas mostram que os pacientes mais envolvidos com os cuidados com a sua saúde são os que alcançam melhores resultados.

2. Tenha certeza de que seus médicos têm conhecimento de todos os medicamentos que você está usando, inclusive aqueles que não necessitam de prescrição médica para serem comprados, suplementos nutricionais e vitaminas. Pelo menos uma vez ao ano, leve todos esses medicamentos que você usa para o médico que acompanha a sua saúde.

3. Tenha certeza de que seu médico conhece todas as alergias ou reações adversas a medicamentos que você já apresentou. Isto evita que você use um medicamento que pode te causar mal.

4. Depois que o médico lhe entregar uma prescrição, procure lê-la para ter a certeza de que entendeu o nome do medicamento receitado. Quando você não consegue ler o nome do medicamento, é muito provável que o farmacêutico ou balconista da farmácia também não consiga. Peça ao médico para escrever novamente em letras legíveis.

5. Procure informações sobre os medicamentos de uma maneira que você possa compreender. Pergunte sobre:

  • Indicações da medicação;
  • Como você deve usá-la e por quanto tempo;
  • Quais são os efeitos colaterais que podem ser observados e o que fazer se algum deles ocorrer com você;
  • Quais alimentos você deve evitar ingerir ao usar esta medicação;
  • Pergunte se ela interfere em algum medicamento que você já faz uso.

6. Quando tiver na farmácia comprando o medicamento, pergunte:
Esta é a medicação que o meu médico prescreveu? Um estudo do Massachusetts College of Pharmacy and Allied Health Sciences relata que 88% dos erros com medicação envolvem aviamento errado da receita médica ou uso da dose errada.
7. Caso você tenha alguma dúvida após ler a bula do medicamento, pergunte. Por exemplo, pergunte se “quatro doses ao dia” significa “tomar a medicação de 6 em 6 horas” ou “ingerir a medicação quatro vezes durante o tempo em que você está acordado”.

8. Quando se tratar de um medicamento em forma líquida, use apenas o dispositivo que acompanha o frasco do medicamento para medir as doses. Não troque este dispositivo por talheres da sua casa ou por outras seringas. Pergunte como usar corretamente esta ferramenta, em caso de dúvidas.

9. Obtenha informações sobre os efeitos colaterais que este remédio pode causar. Sabendo o que pode acontecer, você estará mais preparado para obter ajuda caso eles aconteçam.

10. Quando precisar fazer uma cirurgia, se tiver a opção, escolha o hospital em que várias outras pessoas já tenham feito o mesmo procedimento.

11. Quando estiver em um hospital, não se envergonhe de perguntar aos profissionais que vão cuidar de você se eles lavaram as mãos. Lavar as mãos é muito importante para evitar a disseminação de infecções hospitalares. Infelizmente, este ato não é feito com a regularidade que deveria.

12. Quando receber alta hospitalar, procure entender a explicação sobre o tratamento que deve receber e todos os cuidados com alimentação, funções excretoras (urina e fezes), retorno às suas atividades rotineiras, incluindo atividades físicas.

13. É raro que a equipe cirúrgica se engane quanto ao local em que será realizada uma cirurgia, mas isso pode acontecer. Procure confirmar com a equipe cirúrgica o local do seu corpo em que será realizado o ato cirúrgico.

14. Saiba que você tem o direito de ter suas dúvidas esclarecidas pelos profissionais de saúde. Converse com o seu médico.

15. Caso você tenha mais de um problema de saúde, certifique-se de que o médico que o acompanha informou a toda a equipe sobre esses problemas. Isto é particularmente importante quando você está em um hospital.

16. Peça a um membro de sua família ou a um amigo para acompanhá-lo quando for a um hospital. Mesmo se você achar que não precisa  no momento, você pode precisar dessa ajuda mais tarde.

17. Nem sempre mais é o melhor. É uma boa idéia perguntar em que um procedimento ou tratamento vai auxiliá-lo.

18. Quando fizer um exame, pergunte sobre os resultados.

19. Aprenda sobre sua condição de saúde perguntando a médicos e enfermeiros. Procure também outras fontes confiáveis de informação.

20. Pergunte a seu médico se o tratamento que você está recebendo está baseado nas últimas evidências científicas.

São boas dicas pra quem gosta de preservar a saúde, e assim a vida.

Fonte: AHRQ

Um dos próximos posts!


Uma das próximas matérias será sobre cirurgia plástica nos OMBROS. Sim, nos ombros!Você acha que existe silicone para essa área específica do corpo? Conhece alguém que já fez procedimento estético para ficar com ombros mais largos e estéticos?


Manda perguntas sobre o tema, que procuraremos responder até postar.

Abraços,

Equipe Medicina de Bolso.

Pesquisa americana sobre beleza facial

Existem várias teorias e cálculos para definir  a beleza de um rosto. Veja matéria sobre uma  pesquisa americana que procurou responder  algumas medidas importantes para uma face  feminina.

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As “proporções de ouro” eram usadas para alcançar a perfeição em criações artísticas e arquitetônicas. Atualmente foram redefinidas e determinam como devem ser as medidas do rosto feminino.

De acordo com a pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e a Universidade de Toronto, no Canadá, a distância horizontal entre os olhos de uma mulher e a distância vertical entre os olhos e a boca são fatores chaves para determinar a beleza e o grau de atração do rosto.

As chamadas “proporções de ouro”, constante numérica que se refere a uma razão que o nosso cérebro reconhece como sendo extremamente agradável e estética, eram usadas frequentemente nas obras renascentistas – historiadores até sugerem que Leonardo Da Vinci utilizou a “proporção de ouro” quando pintou “Mona Lisa”, e hoje figuram entre os ideais de beleza femininos.

Independentemente do gosto de cada um, algum padrão sempre foi mantido. Antigamente, por exemplo, as mulheres mais cheinhas estavam estabelecidas como mais admiráveis. Hoje em dia, os padrões de beleza mudaram completamente.

Os pesquisadores mostraram para estudantes universitários rostos com características faciais idênticas, mas diferentes distâncias entre elas, e pediram para que fizessem comparações do quanto se sentiam atraídos. O resultado foi a descoberta de duas “proporções de ouro”: uma para comprimento e outra para largura.

O rosto feminino foi julgado mais atraente quando a distância vertical entre os olhos e a boca era aproximadamente 36% do comprimento do rosto. Já no caso da distância horizontal entre os olhos, a mais atraente foi determinada em 46% da largura do rosto.

De acordo com Kang Lee, pesquisador e professor da Universidade de Toronto, “o estudo comprova que a estrutura da face – a relação entre o contorno da face e os olhos, boca e nariz – contribui para a nossa percepção de atração facial”. Mas eles estão cientes de que diferentes características como olhos grandes ou lábios cheios também tornam um rosto feminino bonito.

Ainda, os pesquisadores afirmaram que apenas rostos de mulheres caucasianas foram estudados, portanto, há mais pesquisa pela frente para determinar se as mesmas proporções também valem para rostos masculinos, de mulheres de outras etnias e faces infantis.

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*Com informações de Renata Losso, especial para o iG Delas e Foto reprodução

Modere na bagagem.

Você tem noção o quanto bagagens pesadas, como mochilas e bolsas, afetam o seu corpo? É incrível notar o peso de muitos materiais escolares das crianças e das malas dos viajantes. As pessoas não foram feitas para carregar grandes quantidades de bagagem, especialmente quando são penduradas nos ombros. Os prejuízos podem ser grandes!

“Os ombros são obrigados a suportar uma carga muito maior hoje do que em qualquer outra época. Bolsa de viagem, pastas de trabalho abarrotadas de documentos, laptops, mochilas, equipamento esportivo e instrumentos musicais acumulam tensão nos ombros, o que pode provocar problemas musculares e dores na base da coluna”, explica o Dr. Vernon Taylor, presidente da Academia Americana de Ortopedia.

Segundo o fisioterapeuta Flávio Diniz cada situação solicita uma posição física: “Existe uma postura correta para andar, para se sentar, para escrever, para trabalhar em frente ao computador, para dormir, e principalmente para se carregar pesos”. Assim ao carregar qualquer peso, é preciso procurar manter o corpo equilibrado.

“Se for inevitável que você carregue aquela carga, que pelo menos ande numa posição ereta, com braços caídos, os pés bem plantados no chão, e não deixe que a bagagem fique puxando você para um dos lados”, ainda explica o Dr. Taylor. Além disso, a Dra. Chansirinukor e sua equipe de fisioterapeutas recomendam usar mochilas com transporte nos dois ombros, do que apoio em apenas um.


Outra dica também é que na escolha da mala as pessoas dêem preferência às com rodinha, aliviando assim o corpo do esforço. Pensando nisso, a empresa suíça Micro Mobility Sistems foi além e criou o “mochinete”.Trata-se de um patinete associado com mochila, diminuindo ainda mais o esforço nas horas das viagens.

“O melhor tratamento para tensão e dores no ombro é a prevenção”, diz o Dr Taylor. “Aumentar a força muscular do ombro e fazer alongamentos diariamente são providências fundamentais”

Assim na próxima vez que for para ou trabalho, ou para uma viagem, fique esperto! Escolha uma mala adequada, veja a melhor maneira de usá-la e acerte na postura. E como disse o autor americano David Niven: “Não banque o animal de carga”